A morte de Samora Machel abalou e continua a marcar a sociedade moçambicana. Passados 40 anos desde a morte do primeiro Presidente de Moçambique independente, as circunstâncias da tragédia de Mbuzini continuam a suscitar debates. Entretanto, o Governo anunciou ainda esta semana que pretende reabrir a investigação sobre o caso.
Para Hedson Massingue, Samora Machel tinha muitos inimigos, tanto a nível nacional como internacional. O analista considera que há pessoas que sabem quem esteve por detrás da morte do antigo estadista e defende que aqueles que conhecem a verdade continuam a sofrer por guardarem esse segredo.
Na mesma ocasião, Hedson Massingue afirmou que as mortes de Samora Machel e de Eduardo Mondlane foram preparadas, organizadas e estudadas e alega que os momentos em que deveriam ocorrer já estariam previamente definidos.
Na perspectiva de Massingue, a permanência de Samora Machel no poder teria dificultado o enriquecimento de determinadas pessoas e a propagação da corrupção em Moçambique. Por isso, considera que o antigo Presidente foi eliminado por colocar em causa interesses de vários sectores.
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