MOÇAMBIQUE TEM A MAIOR TAXA DE POBREZA MULTIDIMENSIONAL SEVERA ENTRE OS PAÍSES DA CPLP

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Um relatório recente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Oxford Poverty and Human Development Initiative (OPHI), referente ao período de 2025, revela dados importantes sobre a pobreza nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

De acordo com o levantamento, Moçambique lidera o ranking da pobreza multidimensional severa entre os países analisados, registando uma taxa de 38,8%. Este indicador mede a percentagem da população que enfrenta privações extremas em áreas essenciais como saúde, educação e padrões de vida.

Logo atrás de Moçambique, encontra-se a Guiné-Bissau com 35,9%, seguida de Angola com 29,6%. Timor-Leste apresenta uma taxa de 17,4%, enquanto São Tomé e Príncipe (2,1%) e o Brasil (0,9%) registam os valores mais baixos entre os países lusófonos listados.

Nota importante: É fundamental esclarecer que o valor de 38,8% diz respeito à pobreza multidimensional severa. A taxa geral de pobreza multidimensional em Moçambique é significativamente mais alta, situando-se em 60,7% da população, segundo os dados mais recentes do PNUD e da OPHI (referentes a 2022/2023). A pobreza multidimensional não mede apenas a falta de rendimento, mas também as privações em áreas essenciais, refletindo a complexidade dos desafios sociais enfrentados pelo país.

(Fonte: PNUD / OPHI Oxford 2025-26)

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