ZERO "NHONGA", ZERO "BOLADA": NINGUÉM DEVE COBRAR DINHEIRO PARA GARANTIR INGRESSO NO IFP DE ALTO MOLÓCUÈ

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A jurista do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Alto Molócuè, Nancy Mestre Guambe, alertou contra práticas de corrupção, cobranças ilícitas e assédio sexual no Instituto de Formação de Professores (IFP) de Alto Molócuè, com particular atenção ao processo de ingresso de novos candidatos.

O alerta foi lançado nesta sexta-feira, 16 de Outubro de 2026, durante um encontro com formadores e estudantes da instituição, no qual a jurista advertiu que nenhum formador ou funcionário deve exigir ou receber dinheiro, vulgarmente designado por "nhonga" ou "bolada", para facilitar o ingresso de candidatos, garantir aprovações ou atribuir notas.

Nancy Mestre Guambe sublinhou que o acesso à instituição e a progressão académica devem obedecer aos critérios oficialmente estabelecidos, sem favorecimentos ilícitos ou pagamentos indevidos. Reforçou igualmente que nenhum formando deve ser submetido a pressões ou exigências de natureza sexual em troca de notas, aprovação ou outros benefícios académicos.

A jurista destacou ainda que estas práticas violam os princípios da ética, da integridade e da deontologia profissional, comprometendo a credibilidade das instituições de ensino e a imagem do setor da Educação.

Relativamente às consequências, advertiu que os atos de corrupção, assédio sexual e outras infrações podem dar lugar a sanções disciplinares e, nos casos previstos na lei, a procedimentos criminais, podendo resultar em demissão, expulsão ou responsabilização penal, consoante a gravidade dos factos e o enquadramento legal aplicável.

A iniciativa visa reforçar a transparência e a responsabilidade no seio da comunidade académica, sobretudo numa altura em que se aproxima o processo de admissão de novos candidatos ao IFP de Alto Molócuè.

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